








Palestrante:
Diretor-médico da Clinimex, com mestrado e doutorado em Fisiologia e pós-doutorado em Fisiologia e Medicina do Exercício na Universidade McMaster (Canadá).
O palestrante vai mostrar porque o exercício físico regular é um dos maiores aliados da saúde. Há evidências epidemiológicas que relacionam um sedentarismo e uma baixa condição aeróbica a níveis mais altos de mortalidade por todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares e várias formas de câncer.
Será discutido como se manter fisicamente apto. Uma boa programação inclui exercícios aeróbicos, de flexibilidade e fortalecimento muscular. Para os mais idosos, exercícios de equilíbrio e coordenação funcionais podem ser muito importantes, inclusive na prevenção de quedas e fraturas.
Durante o exercício podem acontecer, eventualmente, sintomas desfavorávies e, em raros casos, eventos fatais. Por isso, serão discutidas estratégias para estratificar e minimizar os riscos.
O palestrante também irá comentar os diversos eventos esportivos de grande porte que serão realizados no Brasil, nos próximos anos, e o seu potencial impacto sobre a saúde da população brasileira.
Ele também vai abordar questões relacionadas ao uso abusivo ilícito de agentes dopantes (doping).

Palestrante:
Médico com pós-graduação em Química Clínica e Medicina Laboratorial, área em que é pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de Verona (Itália).
Segundo o palestrante, os laboratórios clínicos estão envolvidos em uma situação de turbulência que afeta todas as atividades da medicina. São processos de redução de custos em geral, que incluem centralização e integração de serviços, maior automação com otimização dos processos e uso cada vez maior de testes remotos (TLR). Além disso, por razões econômicas e de logística, muitos hospitais e clínicas fecharam seus laboratórios próprios e passaram a terceirizar os exames, principalmente os mais especializados.
"Em muitos lugares, as amostras são enviadas para centrais técnicas distantes dos locais de coleta, sob as mais diversas condições de armazenamento e transporte. Por isso, esses laboratórios estão submetidos a um fluxo de trabalho cada vez maior e se deparam com novos problemas referentes à estabilidade dessas amostras", explica Salvagno.
Segundo o medico, a falta de procedimentos padronizados para a coleta é responsável pela maioria dos erros que ocorrem nas análises clínicas, que incluem o uso impróprio dos instrumentos de coleta, estase sanguínea na punção venosa, centrifugação e tempo incorretos e armazenamento inadequado.
"Muitos erros são provocados por falhas do sistema e falta de treinamento adequado dos técnicos envolvidos com a coleta e manuseio de amostras", acrescenta.
O palestrante diz que a padronização e monitoramento das variáveis pré-analíticas estão associados a um melhor desempenho dos processos. Por isso, devem ser adotadas estratégias que permitam prever e evitar erros e acidentes, de modo a reduzir a vulnerabilidade dessa fase.
Ele destaca que essas estratégias devem englobar a reavaliação e reorganização das exigências de qualidade, análise de processos, implementação de sistemas de rastreabilidade de erros, redução da complexidade e das atividades sujeitas a erros, educação e formação adequada dos profissionais de saúde, divulgação de orientações operacionais e das melhores práticas e monitorização contínua do desempenho.
Para Gian Luca Salvagno, a gestão das variáveis pré-analíticas reduz os custos do laboratório, melhora a relação com o médico e, especialmente, diminui o impacto dos erros pré-analíticos na avaliação laboratorial de crianças, adultos e idosos.
Conferência com tradução simultânea para português.

Palestrante:
Médico, PhD, professor do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Universidade da Pensilvânia.
Todo laboratório, qualquer que seja seu porte, depende muito do envolvimento e liderança de sua direção, que precisa entender quais são as expectativas dos médicos e atendê-las. A direção deve manter-se próxima de sua equipe e procurar interagir com ela sempre que possível. Mais importante ainda é conhecer os clientes.
É responsabilidade da direção estabelecer com a equipe quais são os testes mais críticos, o tempo de atendimento total (TAT) aceitável e os resultados que exigem entrar em contato urgente com o médico assistente.
É importante verificar continuamente se o desempenho do laboratório satisfaz as necessidades dos clientes - pacientes e médicos - para avaliar onde é preciso fazer melhorias no processo. Para Donald Young, mesmo quando a equipe esforça-se para não cometer erros, estes acontecem porque envolvem pessoas. E pessoas erram.
Donald Young diz que a maior parte dos erros ocorre na fase pré-analítica. Por isso, grande parte do esforço de um laboratório para aumentar a qualidade de seus serviços precisa ser direcionado à melhoria do trabalho dos flebotomistas e atendentes.
O médico também vai falar sobre a importância dos programas de gestão da qualidade acompanharem não apenas os testes, mas também as fases pré e pós-analítica. Os desvios nas boas práticas devem ser usados como referência para aperfeiçoar os processos. Uma vez identificados os problemas, eles devem ser vistos como oportunidades de melhoria. O palestrante sugere que a direção observe as estratégias que dão certo em outros laboratórios e verificar como podem ser aplicadas em sua empresa.
Segundo o palestrante, uma boa forma de diminuir o desperdício de tempo e de esforço e reduzir erros é adotar os princípios de Lean, o que pode ser feito por qualquer laboratório. Com isso, a equipe fica livre para atividades que só podem ser realizadas por seres humanos. Em sua conferência ele vai mostrar exemplos de como a aplicação do Lean melhora o trabalho do flebotomista.
"Otimizar os processos aumenta a eficiência e melhora a qualidade dos testes, sem aumentar os custos operacionais do laboratório", afirma Donald Young.
Conferência com tradução simultânea para português.
Fotos: divulgação
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