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Impactos dos erros pré-analíticos na evolução do laboratório

O médico italiano, pós-graduado em Química Clínica e Medicina Laboratorial Gian Luca Salvagno foi o palestrante da conferência magna realizada na noite desta quarta-feira, 15 de setembro, durante o 44

Através de dados e pesquisas feitas por ele e outros autores, o palestrante falou sobre os impactos dos erros pré-analíticos na evolução do laboratório em crianças, adultos e idosos.

Um dos primeiros tópicos abordados foi em relação à situação atual dos laboratórios clínicos. “A redução de custos, a informatização, centralização e integração de serviços estão deixando-os numa situação que chamo de turbulenta, o que pode ocasionar erros na fase pré-analítica”, afirma.

Gian Luca Salvagno
Gian Luca Salvagno

Outro ponto levantado foi o fato de que muitas instituições, por questões financeiras, passaram a contratar serviços de análises clínicas terceirizados, o que aumenta a possibilidade de erros no exame.

“Se a sua coleta vai viajar 100 quilômetros até o laboratório, pode ter certeza que você terá 100 quilômetros de problemas”, diz. “Tudo pode influenciar no resultado do exame: o transporte mal adequado, a temperatura, o armazenamento, a possibilidade de contaminação, etc, isso sem contar a quantidade de trabalho que esses laboratórios recebem, o que também pode influenciar no resultado”, completa.

De acordo com Salvagno, para tentar diminuir esses erros, o importante é saber quando eles acontecem. “Precisamos responder o que eu chamo de “W Questions” (Why, what, who, where, when - Por quê, o quê, quem, onde, quem), para depois agir”, afirma. “É necessário saber se o erro está dentro ou fora do laboratório”.

Embora a possibilidade de erros na fase pré-analítica ainda persista, o médico finalizou a palestra dando algumas dicas obre como minimizá-los.

“É necessário identificar as soluções críticas de cada caso, mas o principal é promover a educação continuada de todos os profissionais envolvidos no processo de análise clínica, desde o motorista até o técnico do laboratório” afirma.

“A acreditação, o registro e a certificação são palavras fundamentais neste processo”, completa. Segundo ele, é preciso, também, ser criada uma política para assegurar a identificação, além da criação de diretrizes de utilização de equipamentos de laboratório. “Creio que o primordial, neste momento, seja reduzir a complexidade da fase pré-analítica”, finaliza Gian Luca Salvagno.

Fotos: Estefan Radovicz/SBPC/ML

Veja fotos do 44º Congresso no Flickr da SBPC/ML: www.flickr.com/sbpcml

Publicada em: 15/09/2010
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