







Apesar do término do campeonato mundial de futebol na África do Sul, os esportes continuam em alta no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. A cidade prepara-se para receber jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações, em 2013, e a Olimpíada de 2016. Por isso, o tema, tão atual, será abordado na conferência de abertura do 44º Congresso da SBPC/ML.

No dia 14 de setembro, logo após a cerimônia oficial que abrirá o evento, o médico Claudio Gil Soares de Araújo vai falar sobre "Exercício físico e esporte - Benefícios e riscos para a saúde". Diretor-médico da Clinimex, o palestrante tem mestrado e doutorado em fisiologia e pós-doutorado em fisiologia e medicina do exercício na Universidade McMaster, do Canadá.
O palestrante vai enfatizar a importância de se manter fisicamente apto e mostrar que que o exercício físcio regular é um dos maiores aliados da saúde.
"Há evidências epidemiológicas que relacionam sedentarismo e baixa condição aeróbica a níveis mais altos de mortalidade por todas as causas, incluindo doenças cardiovasculares e várias formas de câncer", diz o médico.
Ele explica que um bom programa de exercícios inclui exercícios aeróbicos, de flexibilidade, de fortalecimento muscular. Para os mais idosos, exercícios de equilíbrio e coordenação funcionais podem ser muito importantes, inclusive na prevenção de quedas e fraturas.
Mas nem tudo são flores na atividade física. Claudio Gil Araújo diz que, eventualmente, durante o exercício podem acontecer sintomas desfavorávies e, em raros casos, eventos fatais. Por isso, ele também vai falar sobre estratégias para estratificar e minimizar esses riscos.
Luta contra o doping
A disputa pelo lugar mais alto do pódio está cada vez mais acirrada. Para chegar lá, alguns atletas usam qualquer recurso. Ao mesmo tempo, as entidades desportivas mundiais correm para combater o uso de drogas ilícitas.
"A tendência é andarmos sempre um pouco atrás, como na luta entre polícia e ladrão. Em primeiro lugar, temos que saber qual é o crime, isto é, qual é a substância usada, para prevenir seu uso", explica. Ele acrescenta que o uso de amostras de urina, e não de sangue, dificulta a identificação de certas substâncias.
Claudio Gil reconhece que tem aumentado o uso de doping, mas ressalva que também melhoraram os métodos de detectá-lo, inclusive com estratégias como a out competition.
"Um atleta de elite pode ser examinado a qualquer momento, de surpresa, fora da competição. Isso tem efeitos colaterais porque ele pode ser flagrado com medicamentos proibidos, mesmo que não tenha a intenção de se dopar. Por isso, os atletas de excelência precisam seguir uma cartilha muito programada, segundo a qual, não podem usar nunca determinadas medicações, enquanto outras, somente com autorização dos órgãos desportivos", diz.
No quesito combate ao doping, o Brasil está bem preparado. A Universidade Federal do Rio de Janeiro tem um laboratório - são poucos no mundo - credenciado pelo Comitê Olímpico Internacional e pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para testagem antidoping.
A conferência de Claudio Gil Soares de Araújo será no dia 14 de setembro, com início previsto às 19h30.
Foto: divulgação
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