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| Programação >> Conferências magnas |
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A promoção da saúde no contexto da medicina laboratorial João Gabriel Marques Fonseca - Médico e músico, doutor em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor dos Departamentos de Clínica Médica da Faculdade de Medicina e Teoria Geral da Música da Escola de Música da UFMG. É membro do corpo clínico do Serviço de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da UFMG e do ExerSer - Núcleo de Atenção Integral à Saúde do Músico, grupo interdisciplinar voltado à prevenção e tratamento das doenças ocupacionais dos músicos. É diretor do SOMMOS - Centro de Promoção da Saúde, instituição dedicada à promoção de saúde e ao controle do estresse. A conferência abordará três assuntos: 1. As bases conceituais da promoção da saúde. 2. Por que a saúde do profissional de Saúde é um dos determinantes principais da segurança do paciente (tema central do congresso). 3. Que medidas podem promover a saúde dos profissionais de Saúde, com ênfase nos profissionais dos laboratórios de análises clínicas. Foto: divulgação
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Testes de DNA, predição genética e segurança do paciente Sérgio Danilo Pena - Presidente do GENE – Núcleo de Genética Médica de Minas Gerais e Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Em abril de 2003 foi anunciado o fim oficial do Projeto Genoma Humano, abrindo as portas para a prática da medicina genômica. Estão em desenvolvimento testes genômicos que diagnosticarão todas as predisposições de uma pessoa a diferentes doenças, antes mesmo que elas apareçam.
O resultado será uma medicina personalizada, baseada no conhecimento íntimo do genótipo de cada pessoa. Neste contexto, duas áreas merecem menção especial pelos avanços notáveis e promessas de benefícios em curto-termo: a farmacogenômica e a nutrigenômica. A primeira lida com a variação na resposta individual a fármacos, usando testes genômicos para conseguir tratar cada doente com o medicamento certo, na dose certa. A segunda estuda o efeito da interação entre variação gênica e nutrição sobre a saúde. Testes em DNA permitirão, cada vez mais, prescrever a dieta ideal para o genoma altamente específico de cada pessoa, assim prevenindo doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e câncer.
A nova medicina genômica será preditiva e preventiva. O conhecimento do mapa de predisposições genéticas de cada indivíduo permitirá ajustar seu estilo de vida ao seu genoma e assim prevenir o aparecimento das doenças. Diferente da medicina atual, com foco nas doenças e nos doentes, a medicina genômica visa, essencialmente, a manutenção da saúde. Esta será a medicina do século 21.
Entretanto, no seio desses avanços existem ameaças potenciais aos pacientes: estigmatização, discriminação no mercado de trabalho e ameaças à privacidade. Estes efeitos colaterais da medicina genômica terão de ser avaliados seriamente e discutidos em um amplo contexto que inclui o “direito à ignorância” e abrange os médicos, os pacientes, os planos de saúde e a patologia clínica. Foto: divulgação
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Impacto dos erros pré-analíticos na segurança do paciente
Patrick Bouic - Nasceu nas Ilhas Maurício e radicou-se na África do Sul em 1966. Graduou-se em medicina na França, onde também obteve o PhD na Universidade Claude Bernard, de Lyon. É professor titular da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Stellenbosch, na Cidade do Cabo (África do Sul), e diretor da empresa de biotecnologia Synexa Life Sciences, que fundou em 2003. Pesquisa formas de regular a resposta imunológica através do uso de produtos naturais e obter evidências científicas de sua eficácia. Publicou 118 artigos científicos, é membro de várias sociedades científicas e revisor convidado de jornais médicos da África do Sul e da Europa. A fase pré-analítica é a etapa mais crítica dentro dos processos de elaboração dos laudos no laboratório. É importante seguir os procedimentos necessários para garantir a integridade da amostra antes de submetê-la a análise. Muitos valores considerados anormais podem ser conseqüência de falhas na coleta, no transporte da amostra, como temperatura de armazenagem inadequada, jejum adequado, hemólise entre outros. Todo exame começa com o preparo adequado do paciente. Todos as etapas da fase pré-analítica contribuem para o resultado final. Muitas publicações nos EUA destacam os problemas na fase pré-analítica e como eles causam impacto na saúde e na segurança do paciente: - Cerca de 12% dos erros laboratoriais tem algum efeito na saúde do paciente (Bonini et al. Clinical Chemistry 48:5, 691-698, 2002). - Em cada 100 mil pacientes, 37,5 são postos em risco devido a erros de exames em hospitais privados (Ross JW and Boone DJ. 1989 Institute on Critical Issues in Health Laboratory Practice. DuPont Press p 173, 1989). - Em cada 100 mil pacientes, 34 que recebem atendimento primário estão sujeitos a erros de exames que têm impacto no tratamento (Nutting PA et al. Problems in laboratory testing in primary care. JAMA; 275:635-639, 1996). Na África, muitas pessoas vivem em áreas rurais onde não há infra-estrutura laboratorial. As amostras precisam ser enviadas a laboratórios nas grandes cidades. Devido a epidemia de HIV, muitos pacientes precisam ser submetidos a terapia anti-retroviral. No entanto, em muitos casos isso não acontece por erros na contagem das células CD4 provocados por falhas na fase pré-analítica - manuseio da amostra, transporte e tecnologia usada nos laboratórios. Na conferência serão apresentados dados atuais para ilustrar esta situação. Também serão abordados novos desenvolvimento em tecnologias que resolvem algumas destas questões críticas. Se decisões clínicas são baseadas nos valores dos testes laboratoriais, há uma necessidade urgente de diretrizes que forneçam recomendações sobre corretas práticas de coleta, transporte e manuseio da amostra e padronização do laboratório na avaliação dos erros pré-analíticos. Foto: divulgação
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Hemoglobina glicada: a importância de novas descobertas para o diagnóstico e o tratamento do diabetes David Sacks - Professor associado de Patologia na Harvard Medical School e diretor médico de química clínica do Brigham and Women's Hospital, nos EUA. É presidente dos comitês de trabalho do Programa Nacional de Padronização de Hemoglobina Glicada, dos EUA, atua em diversos outros comitês de diabetes, inclusive no grupo de trabalho de padronização de HbA1c da International Federation of Clinical Chemistry (IFCC). O laboratório tem uma participação fundamental no diagnóstico e no acompanhamento de pacientes com diabetes mellitus. O aumento dos níveis de glicose tem sido usados há muitos anos para identificar indivíduos com essa doença. Atualmente, o principal critério usado para diagnósticá-la é a medição da glicose no sangue. No entanto, ele tem limitações impostas por alguns aspectos, entre estes as variações biológicas e a falta de reprodutibilidade dos testes de tolerância a glicose.
A hemoglobina glicada (HbA1c) tem um papel importante no acompanhamento do paciente diabético. Vários estudos clínicos mostram que a HbA1c é um indicador de controle glicêmico por um grande intervalo de tempo, além de importante na indicação de riscos de desenvolver complicações vasculares. Estes atributos, associados à baixa variabilidade individual, fazem da HbA1c um marcador para o diagnóstico do diabetes. Foto: divulgação
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Dilemas éticos na Aids: sigilo, confidencialidade, autonomia e segurança do paciente Dirceu B. Greco - Professor titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Coordena o Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP-UFMG) do Hospital das Clínicas e o Centro de Vacinas anti-HIV de Minas Gerais (UFMG), credenciado pela Coordenação Nacional de DST/Aids em 1993. A importância da clareza e transparência na relação médico-paciente está bem estabelecida apesar de nem sempre cumprida. Do mesmo modo, tanto esses temas, quanto o sigilo e confidencialidade das informações recebidas do paciente são extremamente importantes não só para estabelecer inequivocamente a relação de confiança com o paciente mas também para demonstrar que estas informações pertencem exclusivamente ao mesmo.
Esta discussão que veio à tona devido a algumas particularidades da epidemia da Aids, se aplica a todas as outras condições ou agravos de saúde. O palestrante também vai destacar o direito de acesso a cuidados médicos e de saúde de qualidade para todos. Foto: divulgação
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Sorteados no encerramento do Congresso
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Conheça os trabalhos premiados
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Ética no tratamento médico
Sigilo e confidencialidade, acesso, igualdade, integralidade, financiamento, prevenção, não julgamento, diagnóstico, au
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Avanços no diagnóstico do diabetes
Os avanços no diagnóstico do diabetes foi tema da conferência magna “Hemoglobina glicada: a importância de novas de
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