Os avanços no diagnóstico do diabetes foi tema da conferência magna “Hemoglobina glicada: a importância de novas descobertas para o diagnóstico e o tratamento do diabetes”, apresentada na segunda-feira, 17. O norte-americano David Sacks, da Harvard Medical School, apresentou uma visão geral sobre a triagem diagnóstica da diabetes, uma das primeiras doenças descritas no mundo, há 3,5 mil anos.
“É uma doença séria e está ficando cada vez mais comum e a má alimentação é a grande vilã dessa história”, afirmou David Sacks, Em 1985, 50 milhões de pessoas estavam com diabetes e a estimativa é que, em 2030, esse número chegue a 350 milhões em todo o mundo.
De acordo com o médico, os testes de triagem e de diagnósticos são os mesmos desde quando a doença foi descoberta. “A glicemia em jejum sempre foi o parâmetro. O conceito de diagnóstico não mudou”, ressaltou.
Mas há outra forma de diagnosticar a doença. O teste de HbA1c, hemoglobina glicada, permite o diagnóstico precoce do diabetes. Segundo Sacks, o exame não necessita de jejum e a variabilidade biológica é menor que 2%. Mas ele cita desvantagens do novo teste: “outras doenças podem alterar o resultado, o custo é maior”, disse. Os valores da HbA1c permitem saber se o açúcar no sangue de um paciente está sob controle.
Ele ressalta que a Associação Americana de Diabetes orienta, desde o mês passado, o uso da hemoglobina clicada, ao invés da glicose. Atualmente, o diagnóstico é repetido em dias diferentes. O teste com HbA1c é mais rápido que a glicemia em jejum e pode ser útil no diagnóstico e no tratamento de pacientes diabéticos.
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